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quarta-feira, 5 de março de 2014

Reflexão sobre as Gestões Públicas e o Turismo no Maranhão

TURISMO SEM PROFISSIONALISMO NAS GESTÕES PÚBLICAS DO ESTADO E MUNICÍPIOS DO MARANHÃO.

Por James William Guimarães de Carvalho*


Em recente pesquisa sobre o turismo doméstico em nosso país revelam dados, minimamente curiosos, que vão de encontro com as afirmações dos gestores público do estado e municípios do Maranhão e, principalmente do município de São Luís que no ano de 2007 recebeu título concedido pela UNESCO, de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.
As informações dos gestores, talvez incompetentes, falastrões e manipuladores são de que as possíveis causas do insucesso do turismo no estado e em são luis devem-se a sua localização geográfica, assim como, altos preços cobrados pelo setor de aviação nacional em relação ao destino Maranhão e São Luis. Os dados da pesquisa contestam tamanha incongruência e despreparo no trato com o turismo regional e, por conseguinte local. Pois, os dois destinos ao qual apontamos por si só já deslumbram, motivam qualquer que seja o propenso potencial visitante a pegarem estrada e virem a conhecer e se encantarem com as belezas cênicas naturais(praias, dunas, reentrâncias maranhenses etc), culturais (folclore, gastronomia e patrimônio histórico edificado etc ) e historiográficas que possuem o nosso estado e principalmente o destino cidade de são Luis “Capital dos Sobradões e dos Azulejos” fundada por franceses e colonizadas pelos portugueses.
Os Dados da recente pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em conjunto com o Ministério do Turismo brasileiro(Mtur), afirma que os visitantes/turistas domésticos/viajantes tem preferência pelo transporte terrestre ao aéreo a seguir: Que 43% das pessoas motivadas a viajar preferem utilizar o automóvel; Que 32,2% viajam de ônibus; Que 17,3% viajam de avião; Que 2,5% viajam de van; Que 1,6% viajam de navio ou barco e que 3,4 % utilizam outros meios de transporte.
As viagens referem-se ao turismo doméstico, ou seja, aquele realizado pelo visitante dentro do próprio país, em lugares e ou regiões diferentes de sua origem/residência. Faço questão de frisar que o referido texto baseou-se na divulgação da pesquisa realizada pela revista superinteressante do mês de referência Fevereiro de 2014 e por se tratar de uma notória e conceituada publicação de modo algum manipularia dados sobre uma realidade que somente os “nossos gestores públicos” não querem ver ou nem tem competência para analisar dados de pesquisas sobre a atividade turística ao qual desprestigiam suas “habilidosas e coerentes pastas”.
Sob a nossa análise o que podemos afirmar é que discursos prontos por assessores marqueteiros e falaciosos ou manipulados dados sobre a realidade do turismo local em nosso estado e municípios já não faz mais coerente o jogo do poder e dos egos exacerbados apenas pelos “status quo” da função de secretário de turismo, seja de estado ou municipal, necessário se faz urgente um turismo responsável, profissional, integrador feito por quem entende e estuda o turismo e não mais o amadorista indicado para a função pública. É preciso que o poder público dos executivos seja ele do estado ou dos municípios valorizem o profissional bacharel em turismo e ou hospitalidade evidenciando uma educação e conscientização da problemática do turismo e seus mecanismos de funcionamento, bem como, sua sustentabilidade no tocante ao entendimento dos efeitos sociais das benesses e maledicências causadas pelo setor nas comunidades a serem potencializadas pelo efeito multiplicador, multisetorial que o turismo traz para uma região ou para um local, e deste modo interagindo para que todos juntos, profissionais dos setores público e privado bem como as populações venham integrar-se para desenvolver a atividade minimizando o potencial malévolo da atividade, ou seja, exploração financeira, de pessoas, poluições das mais diversas, depredação do patrimônio natural e cultural.

*Bacharel em Turismo, Professor Especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça UFMA/2013, Ex-Conselheiro De Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, Educador Social e Atual Coordenador de Cursos de Consultoria e Treinamentos Profissionais.